“Operação Kamikaze” registra trajetória do Coletivo Esfinge

Grupo goiano atuou nas artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura, design e comunicação, com passagem por quatro continentes

A biografia Operação Kamikaze registra os cinco anos de atividade do Coletivo Esfinge, fundado em Goiânia/GO e atuante em todo o mundo, no território das artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura, design e comunicação, entre 2009 e 2014. Publicado pelo selo literário Eclea, da Nega Lilu Editora, com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o terceiro livro da jornalista Larissa Mundim será lançado no dia 6 de novembro de 2015 (sexta), às 20 horas no Evoé Café.

Mais de 100 pessoas integraram o Coletivo Esfinge, autor de intervenções urbanas realizadas em 16 países de quatro continentes, por meio do projeto Mensagem na Garrafa. O grupo também promoveu a ação de body art Corpo Papel, que resultou em três happenings e 21 corpos tatuados. A Fuga é o nome da série de sete performances públicas catalogadas que levou para as ruas gente fantasiada, cumprindo agendas rotineiras como cinema, compras, um café para a troca de ideias. Entre outras atividades, também merece destaque a montagem e circulação do espetáculo de dança contemporânea Nega Lilu, sucesso de público e crítica que estimulou a criação da Nega Lilu Cia de Dança.

Ancorado na web e movimentando a cena cultural da capital goiana, o Coletivo Esfinge teve como desafio comentar, transformar e difundir o romance de ficção Sem Palavras, antecipando seu lançamento, realizado no final de 2013. Sem Palavras é, portanto, fonte única de inspiração para o trabalho do grupo, que encerrou atividades em agosto de 2014.

Escrito por Larissa Mundim e Valentina Prado, o livro fala de Amor e da busca da plenitude no nosso tempo, composto integralmente por chats e e-mails trocados entre duas personagens – Nega e Lilu –, durante relação afetiva intensa e breve. “A arquitetura e a estética de Sem Palavras eram uma evidência de que aquela história não caberia numa linguagem só e pedia desdobramentos, atualizações, outros suportes, buscando um jeito de permanecer viva”, ressalta Larissa. Para a coautora, o livro é toda a obra.

Bastidores

Escrito em primeira pessoa, com depoimentos diversos agregados à narrativa, Operação Kamikaze traz a público os bastidores dos processos criativos, motivações, o desafio da gestão coletiva e da captação de recursos financeiros, projeções e consecuções da obra entregue ao acaso. O trabalho de pesquisa foi subsidiado pelo arquivo textual e imagético do blog Nega Lilu e teve base no testemunho de integrantes do coletivo e de agentes externos.

Impresso em policromia e com cinco modelos distintos de capa, o livro é composto por acervo fotográfico e audiovisual completos. Quem assina o prefácio da biografia é o artista visual Enauro de Castro que, de forma surpreendente para a autora, faz um resgate do papel fundamental da literatura – principal agente provocador das ações do Coletivo Esfinge –, obscurecida à medida que o trabalho do grupo foi avançando. “Mais do que registrar a memória, busquei acessar e trazer à tona a visão crítica sobre o trabalho, um exercício pouco praticado por artistas e produtores culturais em Goiás, sem desconfortos”, comenta a jornalista.

Operação Kamikaze tem narrativa cronológica, começa com a criação do blog Nega Lilu e termina com a abertura da Nega Lilu Editora. Além de transcorrer por todas as atividades do Coletivo Esfinge, Larissa Mundim compartilha com o leitor processos criativos, bastidores da relação com os colaboradores do grupo, resultados obtidos a partir do contato com o público e por meio de pesquisa quantitativa, planejamento, metodologia de trabalho, acertos e erros da estratégia de comunicação.

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