O desafio do Coletivo e/ou é a escrita criativa e colaborativa intermitente, ao longo de 10 dias. Foto: LariM

Coletivos criativos fortalecem o Festival Leitura & Resistência #2

“A formação de redes produtivas entre coletivos criativos é uma das principais articulações do Festival Leitura & Resistência”, defende a escritora Larissa Mundim. Juntamente com a professora Micheline Lage, ela coordenada a segunda edição do evento a ser realizado de 24 de março a 3 de abril de 2022, com transmissão via Youtube e Facebook (canal NegaLilu).

Com apoio da Lei Aldir Blanc, por meio da Secult Goiás, o festival programa 11 atividades gratuitas e prevê publicações em formato de e-book e de podcast. Ao longo de 10 dias, três coletivos goianos conduzem ações estruturadas por meio de engajamento: a performance em rede #povoqueescreve, o Sarau das Minas GO e o Slam Clandestino.

Segundo Mundim, o envolvimento e o protagonismo dos coletivos reverbera de maneira ampliada a postura política em favor do Livro, que se afirma com o festival. “O nome sugerido por Micheline Lage já diz: leitura e resistência. Leitura é resistência. Leitura é direito social também”, ressalta ela, em referência à Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE ─ Lei n° 13.696 de 12 de julho de 2018).

Engajamento

O Coletivo e/ou inicia na quinta (24/3), às 14 horas, o #povoqueescreve, uma vivência de escrita criativa colaborativa intermitente, que só terminará às 20 horas de 3 de abril. A ação em rede foi criada por Larissa Mundim que, em 2019, idealizou uma vigília de leitura chamada #povoquelê, realizada ao longo de 24 horas (12 horas mais 12 horas), no Centro de Goiás, durante a primeira edição do festival. A coordenação do #povoqueescreve é de beta reis e Rico Lopes, poetas publicados pela NegaLilu Editora, agora responsáveis pela organização da publicação do conteúdo resultante da experimentação que já envolve mais de 15 autoras e autores.

Saura das Minas GO realizada durante a feira e-cêntrica 2019, na Vila Cultural Cora Coralina.

O Sarau das Minas GO promove um tempo/espaço para a manifestação artística de mulheres. Desde dezembro de 2016, foram realizadas 25 edições, com participação de mais de 230 mulheres, de três a 94 anos, em palco aberto. Quem registra esta história de perto é a poeta e atriz, Carol Schmid, fundadora do Sarau das Minas GO. No dia 26 de março (sábado), entre 19h e 22h, em sala virtual, ela vai coordenar mais uma vez este fórum artístico e cultural de livre expressão em que homens são bem-vindos como apreciadores do protagonismo feminino. Inscrições AQUI.

O Coletivo Goiânia Clandestina conduz edição especial do Slam Clandestino, durante o festival.

Um dos momentos mais esperados do Festival Leitura & Resistência é o Slam Clandestino, marcado para domingo, 3 de abril. A batalha da poesia falada vai ser realizada a partir da Livraria O Jardim, às 17 horas, com transmissão pelo Youtube e Facebook. A condução dos trabalhos será feita pelo coletivo Goiânia Clandestina que, no dia do concurso, receberá as inscrições feitas, presencialmente, a partir das 15 horas. “As vagas para concorrer ao slam serão ocupadas pelas 15 primeiras pessoas que se apresentarem no local do evento”, explica o mestre de cerimônias, Mazinho Souza. O regulamento do Slam Clandestino especial para o Festival Leitura & Resistência prevê pagamento de 500 reais em prêmio para o primeiro lugar apontado pelo júri. Outras premiações estão descritas no regulamento, que pode ser acessado AQUI, juntamente com o edital de inscrições.

 

Comentar

Comentários (0)

Deixar um comentário

Seu endereço de e-mail não será revelado. Os campos obrigatórios estão marcados com *