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A editora negalilu publica narrativa visual de Anya Aquareluda e Lari Mundim

A narrativa visual A cadeira é um chamado para transver, palavra inventada pelo poeta Manoel de Barros, que significa ver a partir da fantasia. De autoria de Anya Aquareluda e Lari Mundim, o livro será lançado no sábado (7/2), com mediação da filósofa clínica Carol Prestes, às 15 horas, durante a feira qui qui qui, no Centro Cultural Octo Marques, em Goiânia.

A obra bilíngue (português-inglês) parte de duas premissas que inspiraram o roteiro escrito por Lari e ilustrado por Anya. A primeira instiga leitoras e leitores a acompanharem a personagem protagonista numa jornada íntima – ao mesmo tempo um convite à inação. A outra provocação reflexiva soa como síntese: “um corpo em movimento está em busca de si”. O restante é só imagem.

As ilustrações foram criadas por Anya Aquareluda, artista brasiliense. A parceria com Lari surgiu há cerca de 10 anos, estimulada pelas feiras de publicações independentes e se consolida com a publicação de “A cadeira”. “Quando a narrativa ia sendo composta na minha cabeça, eu só pensava na concretude que a linguagem criada por Anya seria capaz de trazer para aquelas ideias”, lembra Lari.

Para a ilustradora, o mergulho no universo dessa publicação requereu acesso ao repertório que ela vem desenvolvendo ao longo de sua carreira, somado ao envolvimento com a história que está por trás do que se vê. “Além da parte que é técnica exigida da pintura com aquarela, esta publicação também me testou e exigiu no campo intuitivo”, comenta Anya.

Chaves de leitura
Publicada pela negalilu editora, A cadeira apresenta pelo menos três chaves de leitura. Aquela que justifica o título da obra dialoga com a cultura Iogue. Durante a prática da postura da cadeira (utkatasana), a protagonista faz um percurso fantástico, de encontro consigo e com animais de poder.

O encontro consigo é justamente a pista para a segunda chave de leitura. “Como o livro dialoga com maneiras diversas e dissidentes de existir, cada leitor ou leitora vai se apropriar da narrativa a partir de suas próprias demandas”, prevê Lari.

As narrativas possíveis instigadas pela presença dos animais de poder no cerrado, na floresta, no deserto, no oceano, no espaço sideral facilitam uma terceira via de leitura que aproxima das infâncias A cadeira. A onça, a baleia, a cobra, a borboleta, o lobo guará estão entre as criaturas que tornam a jornada mais expansiva, sintetizadas em um único ser não-humano revelado ao final do livro.

Feira qui qui qui
Com mediação da filósofa clínica Carol Prestes, o bate-papo de lançamento em Goiânia conta com a presença de Lari Mundim para o debate que introduz leitoras e leitores do processo de criação e produção de A cadeira. A roda de conversa integra a programação da feira qui qui qui, que conta com 22 expositoras e expositores entre editoras, coletivos, ateliês, artistas gráficos e livraria de Goiânia e do Distrito Federal. Com programação gratuita, a qui qui qui será realizada de 11h às 20h e prevê oficina de zine, bate-papo com publicadores, lançamentos literários e uma sessão especial do Cineclube Janela Lateral, com curadoria de Ana Vitória Miotto (Torra Filmes).

Sobre as autoras
Anya Aquareluda é artista meditante. Atualmente, passa uma temporada em Portugal, onde se dedica ao dharma e à arte, em seu ateliê contemplativo. @luda.art.love

Lari Mundim é uma pessoa não binária. Escritora, editora, jornalista e pensadora interessada em infiltrações e quebras. @larimundim

 

Adquira AQUI o seu exemplar de A cadeira.

 

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